sábado, 21 de maio de 2011

O hábito do consumismo e degradação ambiental

Por Heverthon Rocha

Quando falamos sobre consumo responsável, consciente ou sustentável, falamos de respeito ao meio ambiente. As pessoas não têm o hábito de consumir o que realmente precisam ou na quantidade que realmente necessitam. A população mundial acaba por adquirir muitas vezes artigos supérfluos que após alguns meses já não atendem mais as suas “necessidades” e inevitavelmente são descartados no meio ambiente, possivelmente em lixões ou aterros sanitários.

Este padrão de consumo irresponsável está afetando seriamente o meio ambiente. Os impactos oriundos da extração de recursos naturais para produção de papel, copos descartáveis, combustíveis e outros produtos está fazendo com que o planeta sofra desde a extração da matéria prima, devido aos desmatamentos, queimadas, modificação das paisagens para extração de minérios, passando pela emissão de gases poluentes pela indústria e também nos processos de distribuição destes bens de consumo, que além de emitir gases do efeito estufa (GEEs), também aumentam significativamente o desgaste das estradas e a quantidade de resíduos sólidos para descarte no meio ambiente.

Consegui com grande dificuldade implantar uma política de consumo consciente em minha residência, onde luzes, água, papel e outros produtos são utilizados de modo a não agredir o meio ambiente. Lembro sempre que devemos praticar os cinco erres (5rs) e buscar outros que evitem a degradação ambiental. Atualmente pratico e ensino os cinco erres em minhas atividades de educação ambiental.

Percebi por observação e conversas que as pessoas que têm o mínimo de preocupação com o meio ambiente, devem ter sempre em mente, ou pelo menos de vez em quando, estes 5rs. Devem colaborar para RECICLAR o que for possível. REUTILIZAR o que ainda lhe for útil. Precisam REDUZIR o consumo desnecessário. É fundamental REPENSAR seus hábitos diários e RECUSAR qualquer tipo de produto que possa ser agressivo e danoso ao meio ambiente.

No ambiente em que trabalho as pessoas não se empenhavam tanto em usar com sabedoria os recursos disponíveis. Copos plásticos são descartados sem a mínima preocupação com custos financeiros ou ambientais. Os papéis muitas vezes recebem rabiscos e logo são destinados às lixeiras. Resumindo, não existe nenhuma consciência ambiental nos funcionários, que fazem do desperdício uma prática cultural no ambiente de trabalho, tendo em vista que para eles “quem paga a conta é o governo”. Diga aos que pensam assim que estão amargamente enganados. Tanto os custos financeiros quanto os custos ambientais são pagos por todos nós.

Como forma de minimizar estes impactos, que parecem pequenos, mas que na verdade acontecem em diversas instituições públicas e privadas de Natal, e que somados trazem um grande prejuízo ao meio ambiente, é importante que desenvolvamos campanhas de consumo consciente nos ambientes de trabalho, tal como estamos iniciando a implantar na empresa da qual faço parte.

A campanha está em fase de implantação, mas já é possível calcular os resultados pretendidos. As pessoas não abusam dos recursos naturais por maldade. O que lhes falta é educação ambiental. Um trabalho que possa despertar em cada um os seus valores ambientais. Fazendo com que respeitem o meio ambiente, tendo conhecimento de que cada cinquenta quilos de papel equivale a uma árvore a menos na meio ambiente. Informações que têm grandes resultados, pois partem da necessidade de sensibilizar, para assim promover uma consciência ambiental.

Todos sabem da importância que os recursos naturais têm em suas vidas. Basta fazer à qualquer cidadão o seguinte questionamento: Qual a importância da água para você? Ou, você sabe por que as árvores são importantes? Que receberá imediatamente uma resposta aceitável tipo “para que eu possa viver” ou “para fazer sombra”. O que eles não sabem, ou sabem de forma insipiente, é que a falta destes recursos pode representar o fim das espécies, inclusive da espécie humana. Que eles são os responsáveis pela preservação do meio ambiente, juntamente com o Poder Público, conforme artigo 225 da Constituição Federal de 1988.

Quando cada cidadão do mundo entender que é dele o dever de preservar os recursos naturais para as futuras gerações, e que a preservação tem que começar no presente. Quando nós compreendermos que a maior herança que podemos deixar para nossos filhos e netos é o “meio ambiente ecologicamente equilibrado”, e não somente riquezas financeiras.

De nada servirão todos os bens que podemos ter no futuro, nem tão pouco poderão ser usadas num mundo em guerra. Num mundo onde a água e outros recursos naturais básicos figurarão no centro das disputas econômicas e existenciais.

Somente quando atingirmos um alto grau de sensibilidade e percepção ambiental é que teremos uma porta aberta para que o planeta Terra possa permitir que co-existamos com as demais espécies da fauna e da flora em perfeita harmonia, desfrutando de todos os serviços ambientais que o meio nos oferece.

Um comentário:

Regina Cunha disse...

Parabéns Heverhton. Sucesso. Abrs. Regina